Ministro do Interior e Comandante -geral da Polícia Nacional não se entendem
29-08-2020 | Fonte: O Decreto

Braço-de-ferro entre Polícia Nacional e Ministério do Interior “fragiliza” Segurança Nacional.
 
Especialistas em segurança nacional apontam para uma situação de crise, o facto da Polícia Nacional (PN), dirigida pelo comissário-geral, Paulo de Almeida, do Serviço de Investigação Criminal (SIC), comissário-chefe, Arnaldo Manuel Carlos e do Ministro do Interior, general, Eugénio César Laborinho não se entenderem.
 
O Decreto apurou de fonte segura que, na última reunião do Conselho de Segurança Nacional realizada no Palácio Presidencial da Cidade Alta, em Luanda, o Presidente da República, João Lourenço “excluiu” da agenda toda matéria relacionada ao Ministério do Interior (MININT), por entender que, por “culpa” de Eugénio Laborinho, “havia se criado um mau clima na sala”.
 
Tudo porque, segundo a fonte, o director do Serviço de Investigação Criminal (SIC), comissário-chefe, Arnaldo Manuel Carlos em conluio com o ministro do Interior, Eugénio César Laborinho, apresentou uma proposta com vista a extinção da recém-criada Direcção de Investigação de Ilícitos Penais (DIIP) do Comando Geral da Polícia Nacional e no seu lugar propôs a criação de uma polícia de investigação criminal (PIC).
 
A fonte que temos vindo a citar e que acompanhou de perto a discussão refere que, não havendo uma conclusão, João Lourenço “viu-se na obrigação” de orientar a retirada de toda a matéria sobre o conflito destes três órgãos e encaminhar para à Casa de Segurança do Presidente da República para devida análise.
 
Sabe-se também que João Lourenço aventa a possibilidade de exonerar  Eugénio César Laborinho do cargo de Ministro do Interior, faltando apenas uma posição para ser colocado. Laborinho estava previsto a ser transferido para governar Malange.
 
O desentendimento entre a Polícia Nacional (PN), de Paulo de Almeida, Serviço de Investigação Criminal de Arnaldo Manuel Carlos e do Ministério do Interior de Eugénio César Laborinho já levou ao desalojamento de indivíduos do SIC nas instalações da polícia na Centralidade do Sequele e o processo acontece em muitas outras unidades policiais: “Este conflito afecta de tal modo a segurança nacional, porque muitas vezes, nas operações a Polícia Nacional não admite que os oficiais do SIC sobem nas suas viaturas” disse a fonte. 
Órgão de consulta do Presidente da República, o Conselho de Segurança Nacional trata, no quadro da sua actuação, de assuntos relativos à condução da política e estratégia de segurança do país.
 
São membros do Conselho de Segurança Nacional o Vice-Presidente da República, os presidentes da Assembleia Nacional e dos tribunais Constitucional e Supremo, bem como o Procurador-Geral da República.
 
Fazem igualmente parte do mesmo os ministros de Estado e ministros indicados pelo Presidente da República, além de outras entidades convidadas pelo Titular do Poder Executivo.
 
Na última reunião, o Conselho de Segurança Nacional abordou “temas específicos ligados ao âmbito da sua actuação”.
 

 
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