Angola com baixo risco de incumprimento de pagamento da dívida
14-09-2020 | Fonte: Angop

Angola apresenta um baixo risco de incumprimento de pagamento da dívida soberana, fruto das reformas em curso, segundo a avaliação feita recentemente pelas três principais agências internacionais de “rating” (S&P, Fitch e Moody's). Essas três agências procederam, recentemente, à actualização e avaliação do risco soberano de Angola, confirmando as perspectivas de estabilização, fruto das reformas em curso.

A propósito dessa avaliação, o Ministério das Finança, em comunicado de imprensa, esclarece as classificações feitas pelas três principais agências, confirmando que as perspectivas de estabilização são fruto das reformas em curso. O Ministério das Finanças apresentou aos credores de Angola os passos dados relacionados com a sua reposta aos contínuos constrangimentos provocados pela pandemia da covid-19 aos indicadores macroeconómicos, entre os quais a política de gestão da divida. Assim, a 7 de Agosto de 2020, após a revisão regular, a S&P Global classificou o rating de longo e curto prazos, em moeda local e estrangeira, como CCC + / C, com uma perspectiva “estável”.

A agência alega a reformulação de perfis bem-sucedidos com credores oficiais, como a principal medida para equilibrar os riscos associados às grandes necessidades de financiamento externo. Acto subsequente, a 3 de Setembro de 2020, a Fitch Ratings anunciou a sua classificação com uma descida do Rating de Longo Prazo em Moeda Estrangeira de Angola para “CCC”. “Embora a Fitch não atribua uma perspectiva ou modificadores para soberanos nesta categoria, o rating triplo C significa que, ainda que a economia continue vulnerável a choques externos, é considerado baixo o risco de incumprimento no horizonte de rating de dois anos”, lê-se no documento a que Angop teve acesso. A Fitch anunciou, ainda, o tecto de Angola em B-, elevando um degrau comparativamente ao Rating de longo prazo.

A agência justifica esta decisão com a baixa probabilidade de controlar o câmbio e outras medidas que diminuiriam a capacidade do sector privado ter acesso a divisas ou fazer o pagamento de dívidas. Por sua vez, a 8 de Setembro de 2020, a Moody’s anunciou a descida do rating de longo prazo, em moeda local e estrangeira, para Caa1, com perspectiva “estável”.

De acordo com o Ministério das Finanças, a deliberação da agência de rating reflecte a condição, sem precedentes, da economia angolana e a posição financeira do país causada pela pandemia global e o choque do preço do petróleo. A Moody's declara ainda que, apesar de todas as contrariedades, o Governo conseguiu manter o seu esforço de consolidação que, juntamente com a reforma estrutural e o apoio multilateral, devem reduzir significativamente a vulnerabilidade externa e os riscos de liquidez nos próximos anos.

Embora as diferentes agências de rating se refiram às constantes pressões sobre a economia angolana, causadas pela pandemia global e a sucessiva descida dos preços do petróleo, todas as agências reconhecem os esforços significativos feitos pelo executivo em termos de reformas estruturais, apoio multilateral e os progressos alcançados no âmbito do Programa do FMI, segundo a nota,

 
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