Generais "Kopelipa" e "Dino" entregam activos
14-10-2020 | Fonte: Angop

Os generais Manuel Hélder Vieira Dias "Kopelipa" e Leopoldino Fragoso do Nascimento "Dino" entregaram, nesta quarta-feira, à Procuradoria-Geral da República (PGR), diversos empreendimentos comerciais e residências, no âmbito do processo de recuperação de activos constituídos com fundos públicos.

 
A lista dos activos entregues, voluntariamente,  inclui as fábricas de cimento CIF Cement, de montagem de veículos automóveis CIF SGS Automóveis, de cerveja CIF Lwoenda Cervejas, de logística CIF Logística, incluindo todos os equipamentos, máquinas e móveis.
 
Segundo uma nota da PGR a que a ANGOP teve acesso, nesta quarta-feira, consta ainda do património entregue a totalidade das acções da Companhia de Bioenergia de Angola, Lda (Biacom), 90% das participações sociais do grupo Zahara Comércio S,A (rede de supermercados Kero) e a Sociedade Industrial de Artes Gráficas, S,A (Damer Gráficas).
 
Na qualidade de representantes das empresas China Internacional Found Angola, Lda – CIF e da Cochan S.A, procederam também a transferência da titularidade, para a esfera patrimonial do Estado, dos bens apreendidos nos dias 11 e 17 de Fevereiro do ano em curso.
 
Trata-se da centralidade do Zango 0 "Vida Pacífica", com 24 edifícios, duas creches, dois clubes náuticos e quatro estaleiros, no município de Viana, e a centralidade do Kilamba KK5800, com 271 edifícios e 837 vivendas em diferentes níveis de construção, bem como os dois edifícios sede da CIF - China International Fund, incluindo todos os equipamentos, localizados na Avenida 10 de Dezembro, em Luanda.
 
Os dois generais foram ouvidos, na terça-feira e nesta quarta-feira, pela PGR, para esclarecimento dos indícios de crimes de burla, falsificação de documentos e tráfico de influências.
 
De acordo com a Direcção Nacional de Investigação e Acção Penal (DNIAP), existem "fortes indícios" de que os dois generais  beneficiaram dos negócios do Estado angolano com a empresa China International Fund (CIF)".
 
Os implicados terão "beneficiado dos contratos que o Estado celebrou com o CIF, no âmbito do extinto Gabinete de Reconstrução Nacional".
 
À época, Leopoldino do Nascimento era o chefe das Comunicações do Presidente José Eduardo dos Santos e Hélder Vieira Dias Júnior ministro de Estado e chefe da Casa Militar (actual Casa de Segurança), também na governação de José Eduardo dos Santos.
 

 
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