Caso CIF: MPLA e UNITA dizem que generais Kopelipa e Dino não podem remar contra maré 
16-10-2020 | Fonte: Novo Jornal

O antigo secretário-geral do MPLA, Álvaro Manuel de Boavida Neto, disse hoje ao Novo Jornal que os generais Manuel Hélder Vieira Dias "Kopelipa" e Leopoldino Fragoso do Nascimento "Dino" não podem "remar contra maré" sob pena de criarem dificuldades junto das instituições judicias do País.
 
Álvaro Manuel de Boavida Neto, na reacção à decisão da Procuradoria-Geral da República (PGR), que apreendeu diversos imóveis, empreendimentos comerciais, residências e empresas, no âmbito do processo de recuperação de activos constituídos com fundos públicos, sob responsabilidade dos generais Manuel Hélder Vieira Dias "Kopelipa" e Leopoldino Fragoso do Nascimento "Dino", considerou que o seu comportamento foi "um mau exemplo".
 
"Eles devem colaborar com as instituições judiciais, porque o património que tinham na sua posse pertence a todos os angolanos", acrescentou o também deputado à Assembleia Nacional.
 
O deputado falava ao Novo Jornal no termo do discurso do Presidente da República, João Lourenço, sobre o Estado da Nação, onde este voltou a enfatizar a sua prioridade de combater a corrupção em Angola.
 
O Boavida Neto elogiou a forma com a PGR está a conduzir o processo de recuperação de diversos bens constituídos ou adquiridos com dinheiro do Estado, no âmbito do processo de recuperação de activos.
 
Por seu lado, o deputado da UNITA Raul Danda, também está de acordo com a decisão da PGR sublinhando que o processo deve correr com transparência e lisura para garantir a sua credibilidade.
 
"É normal a medida da PGR, porque o dinheiro utilizado para erguer estes impérios pertence aos angolanos. Esperamos que o processo prossiga correndo os seus trâmites normais", acrescentou, exigindo que a justiça deve recuperar os dinheiros que estas empresas produziram ao longo dos vários anos e está no estrangeiro.
 
Raul Danda lamentou ainda o facto do Presidente da República, João Lourenço, não ter feito referência no seu discurso ao alegado escândalo de corrupção que envolve o chefe do seu gabinete, Edeltrudes Costa.
 
"É isso que interessava aos angolanos ouvir neste discurso, mas, infelizmente, o Presidente da República não tocou no assunto", disse.
 

 
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