Venda de divisas afundou 55% em 2020, pior período dos últimos 15 anos
11-01-2021 | Fonte: Novo Jornal

É necessário recuar até 2005 para encontrar valor inferior aos 4 mil milhões de dólares vendidos às 26 instituições bancárias que operaram no País pelo BNA no ano passado. Por conseguinte, só mesmo os 3,5 mil milhões USD de há 15 anos ficam abaixo do montante cedido pelo banco central em 2020, assinalam os dados do mercado cambial do regulador.

Durante todo o ano 2020, o Banco Nacional de Angola (BNA) vendeu, nos seus leilões semanais, divisas estimadas em pouco mais de 4 mil milhões de dólares aos 26 bancos comerciais que actuam no País, montante 55% abaixo dos mais de 9 mil milhões de dólares disponibilizados no mesmo período de 2019 , indicam dados do banco central consultados pelo Novo Jornal.

Pior que os 4 mil milhões USD vendidos aos bancos comerciais de Janeiro a Dezembro de 2020 só mesmo o período homólogo de 2005, quando os bancos ficaram com apenas 3,5 mil milhões de dólares, ou melhor, é necessário recuar 15 anos para se chegar ao nível de divisas cedidas, inferior ao ano passado, averiguou o nosso semanário.

Na verdade, segundo dados do banco central consultados pelo NJ, em 2020 os bancos receberam, no conjunto dos leilões de divisas semanais, 3,4 mil milhões de dólares e 780,5 milhões de euros, tendo este semanário convertido o dinheiro europeu para a moeda americana, contabilizando, assim, os mais de 4 mil milhões de dólares.

O economista Wilson Chimoco decifra que a queda nas operações de invisíveis correntes é reflexo das restrições à modalidade imposta pelo País para conter a propagação da Covid-19, uma vez que, com a redução da mobilidade e com o retorno de muitos angolanos que estavam no exterior, os pagamentos com invisíveis correntes, como "educação, viagem, saúde, renda, etc., reduziram".

Wilson explica, igualmente, que, no decorrer do ano passado, foram congelados significativos contratos de prestação de serviços, que também contribuíram para a redução da saída dos invisíveis do País.

 
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