MPLA condena invasão ao Capitólio
14-01-2021 | Fonte: Angop

Os deputados do MPLA condenaram, nesta quinta-feira, os actos de violência, intimidação ou de coacção protagonizados por apoiantes do Presidente dos EUA, Donald Trump, contra congressistas americanos, no Capitólio. 

Conforme o presidente do Grupo Parlamentar daquele partido, Américo Cuononoca, que falava na Assembleia Nacional, tratou-se de uma "atitude contra a democracia e a liberdade dos Congressistas ou Deputados Americanos. 

A 06 deste mês, apoiantes do actual Presidente dos EUA, Donald Trump, invadiram o Capitólio, sede do Legislativo federal daquele país, para parar a sessão que certificaria a vitória de Joe Biden, eleito novo "inquilino" da Casa Branca.

O incidente ocorreu quando os representantes e senadores discutiam a objecção levantada por um grupo de republicanos à contagem dos votos na localidade de Arizona, no início da sessão de ratificação dos resultados eleitorais. 

Apoiantes do Presidente cessante, Donald Trump, violaram as barreiras de segurança colocadas em redor do edifício e invadiram o Congresso, partindo janelas e portas, o que obrigou a suspensão da sessão em curso e protecção dos senadores e congressistas.

Segundo dados avançados por vários órgãos internacionais, durante os distúrbios, além de um civil que foi baleado dentro do edifício do Capitólio, foram detidas 13 pessoas por terem invadido espaço que lhes estava vedado.

As portas do edifício do Capitólio acabaram por ser encerradas, com os representantes eleitos lá dentro, e os trabalhos foram interrompidos. 

Entretanto, Donald Trump já negou qualquer responsabilidade pelo episódio e disse que o processo de impeachment iniciado pela Câmara dos Deputados contra si está a causar uma "raiva tremenda" em seus apoiantes. 

Em reacção à invasão, o líder parlamentar do MPLA disse ter sido um" péssimo exemplo que mancha a história daquela potência mundial". 

"Não podemos deixar de manifestar a nossa tristeza pelos acontecimentos ocorridos nos EUA, no calor da disputa eleitoral, sendo o mundo surpreendido pela violência, intimidação ou coacção contra os congressistas pelos manifestantes que se introduziram no Capitólio que é o parlamento", exprimiu o deputado. 

Manifestou a solidariedade do MPLA com o povo americano, lembrando que a guerra pós-eleitoral
registada em Angola, no período de 1992 a 2002, teve o apoio da Comunidade Internacional, em especial do Conselho de Segurança da ONU. 

Esse apoio, recordou, assentou na Resolução 864/93, que condenou acções violentas por não aceitação dos resultados eleitorais e o conflito que se seguiu durante 10 anos de prejuízos humanos e materiais incalculáveis. 

Criticou, por outro lado, o recurso dos políticos à manipulação de jovens para desacreditarem o jogo democrático, afirmando ser obrigação da presente geração de políticos deixar um legado recheado de princípios da democracia, da convivência e coexistência pacífica, de tolerância, de respeito pelo património público e de unidade na diversidade. 

 
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