Indústria: Ex-funcionários das fábricas da Sonangol exigem indemnizações
20-07-2021 | Fonte: Novo Jornal

Cinco centenas de trabalhadores de mais de duas dezenas de fábricas da Sonangol localizadas na ZEE estão à espera de novos subsídios e prometem manifestar-se diante da sede da petrolífera.

Pelo menos 500 antigos trabalhadores das fábricas situadas na Zona Económica Especial (ZEE), afectas à Sonangol Investimentos Industriais (SIIND), exigem o pagamento "justo" de indemnizações pela entidade empregadora, depois de essas unidades fabris terem sido privatizadas, revelou fonte sindical.

Em causa está também o pagamento de cerca de quatro anos de retroactivos, um procedimento definido com base em documentos em posse do sindicato.

No sábado passado, o Sindicato Democrático dos Trabalhadores da Indústria, Comércio e Serviços de Luanda previa realizar uma manifestação na sede da petrolífera estatal, com o intuito de solucionar esta reivindicação laboral que foi suspensa, na sequência de promessas feitas pela direcção da Sonangol Investimentos Industriais, fez saber ao NJ o presidente do referido sindicato, António Correia.

Em contrapartida, os sindicalistas que representam ex-trabalhadores da SIIND, após encontro com os ex-gestores da empresa, a quem lhes foi prometido um documento que confirmasse o cumprimento das exigências, foram surpreendidos com uma nota desfavorável e desprovida de qualquer autenticidade, ou seja, escrita em papel não carimbado e em nome de uma empresa, a Telhafal, por sinal já privatizada.

Conforme o sindicalista, a SIIND optou por "caminhos ínvios" para não cumprir as reivindicações dos ex-trabalhadores que, por sua vez, não aceitaram o documento, alegando conter graves incorrecções.

Por via disso, após a suspensão da manifestação de sábado passado, os antigos funcionários da SIIND prevêem realizar acto idêntico no dia 17 deste mês, caso a Sonangol não se digne a liquidar as compensações devidas.

"Parte das indemnizações foram pagas em duas prestações, num câmbio muito abaixo do oficial", referiu o sindicalista, justificando que os assalariados possuíam contratos indexados ao dólar e, de acordo com negociações havidas (a direcção), a empresa se comprometeu a ressarcir mediante o câmbio real dessa moeda.

 
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