OGE2023 prevê aumento de 4,2 mil milhões Kz na verba para aquisição de carteiras
21-01-2023 | Fonte: Lusa

Proposta de Orçamento Geral do Estado prevê mais de 23 mil milhões Kz para compra de carteiras escolares. Ao NJ, MED não explica como ficou o plano governamental, de 2021, em que se previam gastos de mais de 100 mil milhões Kz, numa altura em que professor que protestou devido à falta de carteiras continua suspenso.

Governo deve dar mais quatro mil milhões Kz à verba destinada à aquisição de carteiras escolares. No Orçamento Geral do Estado para o presente ano, o Executivo prevê direccionar um montante de mais de 23,6 mil milhões Kz , ao contrário dos pouco mais de 19,4 mil milhões Kz cabimentados no OGE passado, constatou o Novo Jornal com base numa consulta aos valores destinados ao Ministério da Educação (MED). A compra de carteiras escolares, segundo apurou o NJ, faz parte do Plano Nacional de Distribuição de Carteiras, cujo objectivo é colmatar a insuficiência de carteiras nas instituições públicas de ensino do País e que tem sido alvo de críticas e contestações.

No ano passado, a ministra da Educação, Luísa Grilo, justificou a insuficiência de carteiras em muitas escolas do País com a desaceleração na distribuição de carteiras registada em Agosto, causada pelas eleições gerais. A titular, que não revelou o número de carteiras de que o País precisa, garante haver já muitas escolas com carteiras novas, enquanto outras ainda estão por receber.

Entretanto, em 2021, segundo o Expansão, 22 empresas estavam qualificadas para concorrer ao concurso público por convite, em que o Executivo pretendia adquirir mais de dois milhões de carteiras escolares individuais para colocar nas escolas primárias e secundárias em todo o País até 2023.

Segundo a publicação, estas empresas comprometeram-se a aceitar o pagamento entre 45 mil Kz e 60 mil Kz por carteira. Contas feitas davam um preço médio de 52,5 mil Kz, com o Estado a gastar sensivelmente 113,5 mil milhões Kz. O objectivo destes contratos que estavam previstos para serem assinados até ao final de 2021 passava por apetrechar escolas do ensino primário e secundário em todas as províncias.

Fontes do Expansão revelaram que o Ministério da Educação (MED) estipulou que o preço de cada unidade de carteira deve contemplar, ainda, o transporte e a montagem.

 
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